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Entrevista dada à 94.8FM Rádio pelo Presidente da Direcção da Confraria do Príapo em 20 de Outubro de 2009, antes da abertura da 1ª Mostra Erótica-Paródica de Caldas da Rainha – Terra das Malandrices:
http://www.4shared.com/get/171187199/a00b7ff9/Entrevista_Mostra_Ertica-Pardi.html
Palavras proferidas pelo Presidente da Direcção da Confraria do Príapo em 22 de Novembro de 2009, aquando do encerramento da 1ª Mostra Erótica-Paródica:
Senhor Vereador da Câmara Municipal das Caldas da Rainha,
Caros Participantes e Amigos,
Termina hoje a 1ª Mostra Erótica-Paródica de Caldas da Rainha – Terra das Malandrices. Desde já um enorme agradecimento da Confraria do Príapo e da sua Direcção, que represento, a todos quantos colaboraram nesta iniciativa pioneira – artistas, artesãos, comerciantes, industriais, académicos, dirigentes autárquicos e, como não podia deixar de ser, ao público caldense e de fora das Caldas que visitou as exposições e participou nos eventos que promovemos.
Um agradecimento extensivo aos patrocinadores e apoiantes que viabilizaram os nossos projectos – pedindo licença para destacar o apoio fundamental da CMCR, da ACCCRO, do CHCR/MHC e do C. C. Caldas Shopping –, bem como à comunicação social, que nos brindou com uma das maiores coberturas noticiosas que um evento nas Caldas teve nos últimos anos, o que revela bem o seu potencial.
Uma palavra especial, também, para os Confrades que nos gratificaram e incentivaram com a sua presença nos diversos eventos, mostrando de forma convicta e coerente que estão, realmente, com a Confraria e a tradição da “Garrafa das Caldas”. À equipa que colaborou com a Direcção da Confraria na organização das várias iniciativas, um Muito Obrigado, designadamente à Sandra Rodrigues, ao Viriato Silveira, ao Nicola Henriques, à Conceição Colaço e, permitam-me, à minha mulher Ana Ferreira.
Os objectivos definidos foram plenamente alcançados, concretizando os propósitos da Confraria, consagrados nos seus Estatutos: [cito] “defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo, privilegiando uma abordagem cultural, artística e elegante do seu objecto social, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social”.
Ao decidirmos realizar esta 1ª Mostra, assumimos de forma consciente e calculada os riscos inerentes. Nunca os tememos, e a nossa determinação nunca foi abalada, porque sabíamos o que estávamos a fazer, tínhamos uma boa equipa, e viemos para este projecto com convicção e honestidade. Sabíamos que íamos romper com um determinado status quo, mas, afinal, foi exactamente a constatação dessa estagnação que motivou a criação da Confraria do Príapo e a vontade de valorizar esta importante tradição.
As Caldas da Rainha já viveram, noutras épocas, tempos que fizeram História, tempos que hoje os historiadores apelidam [cito da Gazeta desta semana] “de ruptura, de mudança, simultaneamente extraordinários e extravagantes”. Estamos, provavelmente, a viver tempos semelhantes, no que à tradição da Loiça das Caldas (as populares Malandrices) diz respeito, o que nos orgulha, pois consideramos um privilégio fazer parte da História enquanto construção de factos presentes, e não apenas relato de factos passados.
Esta foi a primeira grande iniciativa da Confraria, realizada com meios exíguos e, sobretudo, boa vontade. Tínhamos, à partida, metas mais modestas, mas a adesão dos artistas e artesãos não parou de aumentar, tendo sido recebidas novas peças até aos últimos dias. Podemos dizer que as Malandrices, até agora tímidas e murchas, perderam a vergonha e ganharam uma nova pujança. O modelo adoptado – uma Mostra – revelou-se absolutamente correcto, bem como a decisão de nela envolver toda a sociedade caldense, incluindo a ESAD, e não apenas uma minoria mais ou menos envergonhada.
É natural que vários aspectos devam ser melhorados no futuro, quer de natureza estratégica, quer operacional. Importa esclarecer que erotismo queremos abranger, se o erotismo em geral, ou apenas o de natureza paródica/burlesca. Importa atrair mais públicos, das Caldas, do resto do país e até do estrangeiro, oferecendo um programa mais festivo e popular. Importa integrar a celebração e divulgação desta tradição com outras iniciativas da cidade, por exemplo a gastronomia, as artes e os mercados de rua. Importa, finalmente, profissionalizar a organização dos eventos, para que as expectativas criadas tenham correspondência na qualidade das acções realizadas.
Como sempre temos dito, as Malandrices são das Caldas e dos caldenses, e não da Confraria do Príapo. Não nos queremos apropriar de nada, e muito menos substituir-nos aos criativos, produtores e comerciantes, que não dependem da Confraria. A eles cabe aproveitar o impulso proporcionado por esta 1ª Mostra e alavancar e desenvolver as suas actividades, explorando novos conceitos e novos mercados. À Confraria do Príapo cabe apoiar todos aqueles que defendem a tradição da Loiça das Caldas, com qualidade, inovação e glamour.
Termino, desejando a todos felicidades e prosperidade nas suas artes e nos seus negócios. Manter-nos-emos em contacto para próximas iniciativas e participações.
MUITO OBRIGADO!
Entrevista dada à 94.8FM Rádio pelo Presidente da Direcção da Confraria do Príapo em 03 de Dezembro de 2009, após o encerramento da 1ª Mostra Erótica-Paródica:
http://www.4shared.com/file/171198875/5dec1c35/Entrevista_Mostra_Ertica-Pardi.html
Outras intervenções públicas relevantes:
Entrevista dada à 94.8FM Rádio pelo Sr. Francisco Agostinho (artesão de Chão da Parada) na última semana de Novembro de 2009: http://www.4shared.com/file/171195777/4ad4e2f9/Entrevista_Francisco_Agostinho.html
Notícia publicada pelo semanário Gazeta das Caldas em 4 de Dezembro de 2009, sobre a intervenção da Senhora Deputada Catarina Paramos na reunião da Assembleia Municipal de 24 de Novembro de 2009:
Foi “murcha” a primeira mostra erótico-paródica caldense
“A Confraria do Príapo é um exemplo de como se pode matar uma boa ideia logo à nascença - começou por dizer a deputada socialista Catarina Paramos, que caracterizou de “murcha” a primeira mostra erótico-paródica que se realizou nas Caldas recentemente.
Considera que “encarcerar” um conjunto de peças dentro de montras num centro comercial “praticamente ao abandono” não é a melhor forma de se promover esta loiça tão característica da região. A jovem deputada esperava mais, especialmente quando a iniciativa teve tão ampla cobertura dos meios de comunicação.
Catarina Paramos deixou ainda um reparo para a deficiente iluminação existente na cidade e a falta de manutenção dos dispensadores de dejectos caninos."
Intervenções Públicas Acerca da 1ª Mostra Erótica-Paródica de Caldas da Rainha - Terra das Malandrices
1ª Mostra Erótica-Paródica de Caldas da Rainha - Terra das Malandrices

Decorre de 22 de Outubro a 22 de Novembro de 2009 a 1ª Mostra Erótica-Paródica de Caldas da Rainha - Terra das Malandrices, organizada pela Confraria do Príapo.
Baseada na exposição das peças cerâmicas mais representativas daquilo que é actualmente produzido e comercializado no concelho, esta 1ª Mostra inclui também exposições de arte erótica e malandrices produzidas noutros materiais, incluindo produtos alimentares da gastronomia e confeitaria caldense. As exposições terão lugar em espaços do Caldas Shopping, do Parque D. Carlos I, da Câmara Municipal e do Comércio Tradicional.
A Confraria do Príapo pretende ver a loiça erótica-paródica das Caldas associada às artes, à cultura e à educação para a sexualidade, razão pela qual decorrerão neste período exposições e palestras dirigidas a públicos variados, assim como acções de animação e gastronomia. Tratando-se de uma tradição da terra, reconhecida por todos os portugueses e mesmo além-fronteiras, procurou-se envolver activamente todos os caldenses, seja disponibilizando peças novas e de colecção, seja desenvolvendo iniciativas que dignifiquem este importante património cultural e económico.
O programa do evento pode ser consultado em http://terradasmalandrices.blogspot.com/.
Palavras proferidas na fundação da Confraria do Príapo (28.04.09)
Senhor Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha,
Senhor Vereador da Juventude e Desenvolvimento Económico,
Senhor Presidente da ACCCRO,
Senhores Jornalistas,
Caros Confrades e Amigos,
Nasceu hoje, da vontade de todos nós, a Confraria do Príapo, uma associação caldense de direito privado e sem fins lucrativos, independente e inclusiva.
A esta casa pertencem todos aqueles que se identificam com o seu objecto social, sem qualquer discriminação. Uma palavra especial para os comerciantes que dão alma a esta cidade e que, em boa hora, decidiram criar esta Confraria.
Uma palavra especial, também, para os ceramistas que mantêm viva a tradição da loiça caldense e, com entusiasmo e esperança, se associaram a esta iniciativa. Finalmente, uma palavra especial para as nossas mulheres Confrades, sem as quais a fertilidade atribuída à boa vontade de Príapo não faria qualquer sentido.
Fundámos esta Confraria para defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo.
Queremos fazê-lo com uma abordagem cultural, artística e elegante, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social.
Para isso,
Queremos promover o registo e a defesa do falo e demais cerâmica erótica das Caldas da Rainha;
Queremos incentivar a inovação na abordagem artística e criativa, contribuindo para o desenvolvimento da economia local;
Queremos estimular a produção de peças com qualidade certificada, acrescentando valor à oferta actual;
Queremos apoiar iniciativas de investigação e divulgação, promover conferências, exposições, concursos e outros eventos;
Queremos identificar peças e colecções ligadas à cerâmica erótica das Caldas da Rainha, apoiando a criação de um Museu do Erotismo;
Queremos estabelecer relações com entidades, nacionais e estrangeiras, cujo objecto seja similar ou complementar ao da Confraria;
Queremos, finalmente, colaborar com as instituições locais, regionais, nacionais e internacionais de cultura, comércio, turismo e indústria cerâmica, em todas as acções que interessem ao objecto social da Confraria.
Estas são as nossas referências, as nossas âncoras, o nosso código genético. Não contem connosco para iniciativas de mau gosto ou vazias de significado. Para nós, a loiça erótica e o falo das Caldas valem por aquilo que culturalmente significam e economicamente representam, não menos do que isto.
Caros Confrades e Amigos,
A Confraria do Príapo pertence às Caldas da Rainha, porque é das Caldas da Rainha a tradição que pretendemos defender, valorizar e promover.
Esta é uma iniciativa genuína dos cidadãos. Contamos com as nossas próprias forças e, naturalmente, com o apoio da autarquia, da ACCCRO e de todas as entidades públicas e privadas com quem desejamos estabelecer parcerias.
Estamos aqui todos, actuais e futuros Confrades, em pé de igualdade, unidos por uma causa comum, a de servir a Confraria, a Cidade e o Concelho. Estamos aqui, sobretudo, para sermos felizes, fazendo juz à inscrição da peça fálica encontrada nas ruínas de Pompeia: HIC HABITAT FELICITAS (Aqui Reside a Felicidade).
Hoje, 28 de Abril de 2009, inicia-se um percurso que desejamos seja eterno, porque eterna é a causa que nos move.
O movimento gerado com o simples anúncio público da criação da Confraria, sem ainda termos feito nada do muito a que nos propomos, mostra bem o potencial desta iniciativa e deixa-nos convictos do seu sucesso.
Entusiasma-nos, particularmente, a proposta de grande qualidade apresentada recentemente por uma empresa de eventos à autarquia, para a realização das Festas do Príapo.
Brindemos, pois, ao sucesso da nossa Confraria e que Príapo, com o seu vigoroso falo, nos proporcione sempre a maior fertilidade.
Muito obrigado.
José Rafael Nascimento
Isabel Castanheira


Um grupo de “comerciantes-cidadãos” quer renovar a tradição da loiça erótica caldense e lançar uma confraria que, tendo como referência o típico falo em cerâmica, traga novas abordagens e permita actividades lúdicas, culturais e recreativas numa perspectiva de marketing da cidade. Colóquios, esculturas, gastronomia, poesia, desenhos e até um Museu Erótico, estão nos planos dos confrades fundadores.
“A Confraria tem por objecto social defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo”. É desta forma que se iniciam os estatutos da Confraira do Príapo, cuja escritura pública terá lugar na próxima terça-feira, 28 de Abril.
Os promotores desta iniciativa são sobretudo comerciantes, mas há também ceramistas, académicos e alguns políticos locais que estarão presentes no acto fundador.
José Rafael Nascimento, especialista em marketing, e Isabel Castanheira, da Livraria 107, fazem parte deste grupo e sublinham que a Confraria emerge da sociedade civil, de “comerciantes-cidadãos” activos que não estão só a ver o seu negócio, mas sim a cidade como um todo.
“Como caldense recente, estando a viver cá há pouco tempo, dei-me conta que, no fundo, esta ideia já existia, já andava no ar e só tivemos que a agarrar”, diz José Rafael Nascimento. “Quando fui convidado para reflectir um pouco sobre o comércio, não pude deixar de ver que havia uma certa degradação da loiça tradicional e que era preciso inová-la. Julgo que a Confraria terá esse papel decisivo”.
Isabel Castanheira já tinha proposto há algum tempo à Câmara Municipal que organizasse um evento inspirado na tradição caldense que faz a cidade ser tão conhecida. Mas, sem ousar arriscar sozinha, a autarquia tentou uma parceria com a ESAD. Contudo, apesar da irreverência que caracterizam a massa dos seus alunos, a responsável local não mostrou grande entusiasmo e a coisa morreu.
Pelo caminho ficou a ideia de se organizar uma Falo Parade, em que artistas locais e convidados poderiam pintar ou conceber de raiz falos em cerâmica que seriam exibidos durante uma festa.
José Rafael Nascimento não gosta do termo Parade, mas inclui no plano de trabalhos da Confraria “a peça do ano”, que será um falo em cerâmica da autoria de um artista ou resultante de um concurso de ideias, que seria assinado e numerado nas suas replicas para ser vendido em estabelecimentos comerciais. “Isto podia gerar algum dinamismo económico pois a loiça erótica caldense não é apenas o falo, sendo a criação artística nesta área ilimitada”.
De resto, diz este especialista em marketing, há muitas peças dispersas que poderiam juntar-se e ser um embrião de um futuro Museu do Erotismo. O economista Paulo Moura, que possui em Coimbra a maior colecção de objectos eróticos do país (ver Gazeta das Caldas de 27/03/2009), é um do co-fundadores da Confraria do Príapo.
Carlos Cipriano

Senhor Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha,
Senhor Vereador da Juventude e Desenvolvimento Económico,
Senhor Presidente da ACCCRO,
Senhores Jornalistas,
Caros Confrades e Amigos,
Nasceu hoje, da vontade de todos nós, a Confraria do Príapo, uma associação caldense de direito privado e sem fins lucrativos, independente e inclusiva.
A esta casa pertencem todos aqueles que se identificam com o seu objecto social, sem qualquer discriminação. Uma palavra especial para os comerciantes que dão alma a esta cidade e que, em boa hora, decidiram criar esta Confraria.
Uma palavra especial, também, para os ceramistas que mantêm viva a tradição da loiça caldense e, com entusiasmo e esperança, se associaram a esta iniciativa. Finalmente, uma palavra especial para as nossas mulheres Confrades, sem as quais a fertilidade atribuída à boa vontade de Príapo não faria qualquer sentido.
Fundámos esta Confraria para defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo.
Queremos fazê-lo com uma abordagem cultural, artística e elegante, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social.
Para isso,
Queremos promover o registo e a defesa do falo e demais cerâmica erótica das Caldas da Rainha;
Queremos incentivar a inovação na abordagem artística e criativa, contribuindo para o desenvolvimento da economia local;
Queremos estimular a produção de peças com qualidade certificada, acrescentando valor à oferta actual;
Queremos apoiar iniciativas de investigação e divulgação, promover conferências, exposições, concursos e outros eventos;
Queremos identificar peças e colecções ligadas à cerâmica erótica das Caldas da Rainha, apoiando a criação de um Museu do Erotismo;
Queremos estabelecer relações com entidades, nacionais e estrangeiras, cujo objecto seja similar ou complementar ao da Confraria;
Queremos, finalmente, colaborar com as instituições locais, regionais, nacionais e internacionais de cultura, comércio, turismo e indústria cerâmica, em todas as acções que interessem ao objecto social da Confraria.
Estas são as nossas referências, as nossas âncoras, o nosso código genético. Não contem connosco para iniciativas de mau gosto ou vazias de significado. Para nós, a loiça erótica e o falo das Caldas valem por aquilo que culturalmente significam e economicamente representam, não menos do que isto.
Caros Confrades e Amigos,
A Confraria do Príapo pertence às Caldas da Rainha, porque é das Caldas da Rainha a tradição que pretendemos defender, valorizar e promover.
Esta é uma iniciativa genuína dos cidadãos. Contamos com as nossas próprias forças e, naturalmente, com o apoio da autarquia, da ACCCRO e de todas as entidades públicas e privadas com quem desejamos estabelecer parcerias.
Estamos aqui todos, actuais e futuros Confrades, em pé de igualdade, unidos por uma causa comum, a de servir a Confraria, a Cidade e o Concelho. Estamos aqui, sobretudo, para sermos felizes, fazendo juz à inscrição da peça fálica encontrada nas ruínas de Pompeia: HIC HABITAT FELICITAS (Aqui Reside a Felicidade).
Hoje, 28 de Abril de 2009, inicia-se um percurso que desejamos seja eterno, porque eterna é a causa que nos move.
O movimento gerado com o simples anúncio público da criação da Confraria, sem ainda termos feito nada do muito a que nos propomos, mostra bem o potencial desta iniciativa e deixa-nos convictos do seu sucesso.
Entusiasma-nos, particularmente, a proposta de grande qualidade apresentada recentemente por uma empresa de eventos à autarquia, para a realização das Festas do Príapo.
Brindemos, pois, ao sucesso da nossa Confraria e que Príapo, com o seu vigoroso falo, nos proporcione sempre a maior fertilidade.
Muito obrigado.
José Rafael Nascimento
Isabel Castanheira


Jornal PÚBLICO (24.04.09)
Confraria do Príapo vai animar o comércio das Caldas da Rainha
Carlos Cipriano
Carlos Cipriano
Objectivo é "defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo".
Um grupo de caldenses quer dar novo ânimo à loiça erótica local e associar-se numa confraria que traga novas abordagens a esta tradição e permita actividades lúdicas e culturais, numa perspectiva de marketing da cidade. É por isso que a Confraria do Príapo, dizem os estatutos, tem por objecto "defender, valorizar e promover, com identidade própria, aquela cerâmica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo". Isabel Castanheira, proprietária de uma livraria na cidade conhecida pelas inúmeras iniciativas culturais que promove, é uma das mentoras do projecto que emerge da sociedade civil, de um grupo de "comerciantes--cidadãos" que não estão só a ver o seu negócio, mas sim a cidade como um todo. Diz que um dos primeiros actos da confraria será salvaguardar o típico falo das Caldas através de uma marca registada, antes que outras localidades se apropriem dele. "Este é nosso", afirmou, sublinhando que "o das Caldas", como também é conhecido, é o mais significativo património imaterial da cidade.Foi este fenómeno que levou o especialista em Marketing José Rafael Nascimento a pensar que a cidade tinha um elemento diferenciador que poderia ser aproveitado: "Estando a viver cá há pouco tempo, dei-me conta de que, no fundo, esta ideia já existia e só tivemos que a agarrar, pois notei que havia uma certa degradação da loiça tradicional e que era preciso inová-la. Julgo que a confraria terá esse papel decisivo."Com escritura marcada para terça-feira, a confraria propõe-se realizar conferências, uma exposição de desenhos eróticos, uma semana de gastronomia afrodisíaca e um recital de poesia erótica.Um dos problemas da Confraria do Príapo será o de evitar que esta resvale para a ordinarice e para o popularucho. Daí que os próprios estatutos consagrem "uma abordagem cultural, artística e elegante do seu objecto social, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social". Paulo Moura, economista de Coimbra que possui a maior colecção privada de objectos eróticos do país, defende a instalação de um museu temático nas Caldas da Rainha, e é um dos aderentes à iniciativa e diz que "vai ser complicado estabelecer uma fronteira que seja sensata e equilibrada", mas reconhece que "sem desafios isto não teria piada nenhuma".
Um grupo de caldenses quer dar novo ânimo à loiça erótica local e associar-se numa confraria que traga novas abordagens a esta tradição e permita actividades lúdicas e culturais, numa perspectiva de marketing da cidade. É por isso que a Confraria do Príapo, dizem os estatutos, tem por objecto "defender, valorizar e promover, com identidade própria, aquela cerâmica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo". Isabel Castanheira, proprietária de uma livraria na cidade conhecida pelas inúmeras iniciativas culturais que promove, é uma das mentoras do projecto que emerge da sociedade civil, de um grupo de "comerciantes--cidadãos" que não estão só a ver o seu negócio, mas sim a cidade como um todo. Diz que um dos primeiros actos da confraria será salvaguardar o típico falo das Caldas através de uma marca registada, antes que outras localidades se apropriem dele. "Este é nosso", afirmou, sublinhando que "o das Caldas", como também é conhecido, é o mais significativo património imaterial da cidade.Foi este fenómeno que levou o especialista em Marketing José Rafael Nascimento a pensar que a cidade tinha um elemento diferenciador que poderia ser aproveitado: "Estando a viver cá há pouco tempo, dei-me conta de que, no fundo, esta ideia já existia e só tivemos que a agarrar, pois notei que havia uma certa degradação da loiça tradicional e que era preciso inová-la. Julgo que a confraria terá esse papel decisivo."Com escritura marcada para terça-feira, a confraria propõe-se realizar conferências, uma exposição de desenhos eróticos, uma semana de gastronomia afrodisíaca e um recital de poesia erótica.Um dos problemas da Confraria do Príapo será o de evitar que esta resvale para a ordinarice e para o popularucho. Daí que os próprios estatutos consagrem "uma abordagem cultural, artística e elegante do seu objecto social, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social". Paulo Moura, economista de Coimbra que possui a maior colecção privada de objectos eróticos do país, defende a instalação de um museu temático nas Caldas da Rainha, e é um dos aderentes à iniciativa e diz que "vai ser complicado estabelecer uma fronteira que seja sensata e equilibrada", mas reconhece que "sem desafios isto não teria piada nenhuma".
Gazeta das Caldas (24.04.09)
Vai ser criada nas Caldas a Confraria do Príapo
Um grupo de “comerciantes-cidadãos” quer renovar a tradição da loiça erótica caldense e lançar uma confraria que, tendo como referência o típico falo em cerâmica, traga novas abordagens e permita actividades lúdicas, culturais e recreativas numa perspectiva de marketing da cidade. Colóquios, esculturas, gastronomia, poesia, desenhos e até um Museu Erótico, estão nos planos dos confrades fundadores.
“A Confraria tem por objecto social defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo”. É desta forma que se iniciam os estatutos da Confraira do Príapo, cuja escritura pública terá lugar na próxima terça-feira, 28 de Abril.
Os promotores desta iniciativa são sobretudo comerciantes, mas há também ceramistas, académicos e alguns políticos locais que estarão presentes no acto fundador.
José Rafael Nascimento, especialista em marketing, e Isabel Castanheira, da Livraria 107, fazem parte deste grupo e sublinham que a Confraria emerge da sociedade civil, de “comerciantes-cidadãos” activos que não estão só a ver o seu negócio, mas sim a cidade como um todo.
“Como caldense recente, estando a viver cá há pouco tempo, dei-me conta que, no fundo, esta ideia já existia, já andava no ar e só tivemos que a agarrar”, diz José Rafael Nascimento. “Quando fui convidado para reflectir um pouco sobre o comércio, não pude deixar de ver que havia uma certa degradação da loiça tradicional e que era preciso inová-la. Julgo que a Confraria terá esse papel decisivo”.
Isabel Castanheira já tinha proposto há algum tempo à Câmara Municipal que organizasse um evento inspirado na tradição caldense que faz a cidade ser tão conhecida. Mas, sem ousar arriscar sozinha, a autarquia tentou uma parceria com a ESAD. Contudo, apesar da irreverência que caracterizam a massa dos seus alunos, a responsável local não mostrou grande entusiasmo e a coisa morreu.
Pelo caminho ficou a ideia de se organizar uma Falo Parade, em que artistas locais e convidados poderiam pintar ou conceber de raiz falos em cerâmica que seriam exibidos durante uma festa.
José Rafael Nascimento não gosta do termo Parade, mas inclui no plano de trabalhos da Confraria “a peça do ano”, que será um falo em cerâmica da autoria de um artista ou resultante de um concurso de ideias, que seria assinado e numerado nas suas replicas para ser vendido em estabelecimentos comerciais. “Isto podia gerar algum dinamismo económico pois a loiça erótica caldense não é apenas o falo, sendo a criação artística nesta área ilimitada”.
De resto, diz este especialista em marketing, há muitas peças dispersas que poderiam juntar-se e ser um embrião de um futuro Museu do Erotismo. O economista Paulo Moura, que possui em Coimbra a maior colecção de objectos eróticos do país (ver Gazeta das Caldas de 27/03/2009), é um do co-fundadores da Confraria do Príapo.
Carlos Cipriano

DOS ESTATUTOS DA CONFRARIA
A Confraria do Príapo é uma pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, tendo por objecto social defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo.
A Confraria privilegia uma abordagem cultural, artística e elegante do seu objecto social, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social.
Na prossecução do seu objecto, a Confraria propõe-se:
a) Promover o registo e a defesa do falo e de toda a cerâmica erótica das Caldas da Rainha;
b) Incentivar a inovação na abordagem artística e criativa;
c) Estimular a produção de peças com qualidade certificada;
d) Apoiar iniciativas de investigação e divulgação;
e) Promover conferências, exposições, concursos e outros eventos;
f) Identificar peças e colecções ligadas à cerâmica erótica das Caldas da Rainha;
g) Estabelecer relações com entidades, nacionais e estrangeiras, cujo objecto seja similar ou complementar ao da Confraria;
h) Colaborar com os órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais de cultura, comércio, turismo e indústria cerâmica, em todas as acções que interessem ao seu objecto social.
(dos Estatutos da Confraria do Príapo)
CONTACTOS
E-mail: confraria.priapo@gmail.com
Telefone: 917520155
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